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segunda-feira, 16 de abril de 2018

POXOREU A OUTRORA CAPITAL DOS DIAMANTES REALIZA O 16o ENCONTRO NACIONAL DOS VIOLEIROS



O  Encontro faz parte do calendário cultural de Mato Grosso - Foto Reprodução
Poxoréu a “outrora capital dos diamantes” realiza o 16º Encontro Nacional dos Violeiros
Se você curte uma boa moda de viola, nos dias 28, 29 e 30 de abril (véspera do feriado) no município de Poxoréu (265km de Cuiabá), acontece o Encontro Nacional de Violeiros. Na sua 16ª edição, o evento já é tradição, sendo considerado o maior festival da viola caipira do Brasil, e atrai pessoas de diversas regiões do país.
Em tempos idos, Poxoréu era movimentada pelo garimpo de diamantes, hoje o município sobrevive da pecuária, agricultura e turismo. Além de um cenário encantador, a natureza da região oferece vários pontos turísticos com trilhas, rios, lagos, cachoeiras e morros em especial, o Morro da Mesa, considerado o Cartão Postal da cidade. Mas todos os anos, é o Encontro Nacional de Violeiros que agita e transforma a pacata cidade do interior de Mato Grosso num autêntico palco musical da viola caipira. O evento além de movimentar a economia local, fortalece a tradição e a cultura na arte de cultivar a música caipira de raiz no “aconchego dos braços da viola chorona”.
De acordo com pesquisas, a genuína música sertaneja de raiz (caipira) as letras, os acordes, a melancolia poética e as toadas da viola retratam a vida simples do homem do campo. E toda essa composição faz parte da história do interior do Brasil, e ao mesmo tempo, proporciona um reencontro saudosista e emocionado dos “amantes da viola” com suas origens…
E pensar que em Poxoréu todo esse resgate das tradições sertanejas começou com uma simples reunião entre amigos num modesto barracão, e que hoje virou uma Concha Acústica, monumento esse que possui o formato do braço de uma viola. É nesse local que acontece as apresentações dos artistas regionais, nacionais, dentre outras atrações como torneios de violeiros amadores e grupos de catira ou “cateretê”. Os amigos José de Souza Filho (Zé de Souza) e o cantor Paulo Cruz, da dupla Paulo Cruz e Zé Eduardo, serão os homenageados dessa edição, pois foram eles que lá atrás, deram início ao “despretensioso  encontro”.
O 16º Encontro Nacional dos Violeiros é uma realização da Associação Mato-Grossense Pró-Viola, com o apoio da Prefeitura Municipal de Poxoréu, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Câmara Municipal e Sindicato Rural de Poxoréu, e promete ser o maior evento de todas as edições.
Confira a programação do festival, as atrações, datas, horários e convites na página oficial da Associação Mato-Grossense Pró-Viola no Facebook ou da Prefeitura Municipal de Poxoréu. Para mais informações (66) 9.9622-8845 (Gilmar), (66) 9.9690-0023 (Dayse).
Por Edileuza Faria Jornalista e Bacharel em Direito

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Flor Ribeirinha se apresenta em países europeus

Da Redação

 

“Mato Grosso Dançando o Brasil” é o espetáculo que o grupo Flor Ribeirinha da comunidade São Gonçalo beira rio, apresentará na Rússia, França e Suíça. Maior expoente da dança do Siriri em Mato Grosso e representante da cultura brasileira em vários eventos internacionais, o grupo terá o apoio do Governo do Estado para a sua nova turnê. No período de 15 de julho a 21 de agosto, o grupo estará na Rússia, ainda durante a realização da Copa do Mundo, e também participará de festivais na França e na Suíça.
Uma reunião agendada com a Casa Civil, nesta terça-feira (17), em Cuiabá, irá formalizar o repasse dos valores referentes às passagens a serem pagas de acordo com a proposta do governador Pedro Taques com a direção do Flor Ribeirinha. “Para levarmos o nome de Mato Grosso para mais essa parte do planeta, precisamos dessa ajuda do Estado e o governador deixou claro que nos ajudará e que tem compromisso com a nossa cultura. Estou muito feliz com esta oportunidade de poder divulgar as belezas da nossa cultura e de homenagear as culturas das demais regiões brasileiras”, disse a fundadora e presidente do Flor Ribeirinha, Domingas Leonor.
Domingas relata que é preciso agilidade nesse processo, pois há tempo determinado para a confirmação das passagens aéreas. A turnê pela Europa vai exigir além das passagens, novos figurinos e toda uma logística de apresentação de considerável custo financeiro, mas de resultados surpreendentes à Mato Grosso. “Estamos numa corrida contra o tempo. Julho será um mês estratégico para Mato Grosso estar presente na Europa, por conta dos jogos da Copa do Mundo. Temos grãos, carnes e fibras sendo exportadas para o Mundo. O Flor Ribeirinha vai reforçar o marketing desse potencial, afinal, cultura também é produto tipo exportação”, comentou Domingas.
O governador Pedro Taques, esteve no quintal da Domingas, em São Gonçalo, fez um compromisso e enalteceu o trabalho que vem sendo realizado. Na ocasião, Taques agradeceu o grupo por divulgar a cultura cuiabana e matogrossense em outros Países. “Enquanto eu for governador do Estado, vou ajudar no que for preciso, para que vocês possam se apresentar nos festivais. Podem ter certeza que estarei ajudando para que o grupo possa participar dos festivais e também lutar para trazer para Mato Grosso um festival internacional” argumentou o governador. 
O diretor artístico e coreógrafo do Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, garantiu que o grupo está empenhado para fazer o melhor trabalho. O repertório do espetáculo Mato Grosso Dançando o Brasil inclui o siriri, o boi bumbá, uma manifestação de Parintins, oriundo do Norte, a dança gaúcha com forte expressão cultural do Sul, o tradicional frevo do Nordeste e o samba, considerado uma das principais manifestações culturais brasileira. O espetáculo é composto de vários ritmos, sendo o carro-chefe, o siriri, a dança típica mato-grossense que reflete o multiculturismo. “O grupo encena danças tradicionais brasileiras com várias nuances, personagens, ritmos e gestualidades. Este é o espetáculo vencedor do Festival Internacional de Arte e Cultura, realizado na Turquia. A conquista do prêmio representa um marco na trajetória do grupo que há 25 anos vem se dedicando à preservação da cultura popular”, lembrou.
Desde 2010, o grupo tem percorrido vários países como o Peru, Paraguai e Argentina. Em parceria com a Federação Brasileira de Artes Populares – FEBRARP alçou voos maiores, participando de grandes Festivais Internacionais de Folclore na Europa, dentre eles na França, Suíça e Itália entre os anos 2013 e 2014. Já em 2016, competiu no “Cheonan World Dance Festival” na Coreia do Sul conquistando o 2º lugar do evento. Em 2017, participou da maior competição de Arte e Cultura do mundo, o “18º Festival Buyukçekmece” na Turquia, apresentando o espetáculo Mato Grosso Dançando Brasil.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Unesco abre edital para estimular a diversidade cultural



Está aberto até 15 de abril o Edital 2015 para a seleção de programas e projetos a serem beneficiados pelo Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (FIDC). O principal objetivo do Fundo é apoiar ações que facilitem a elaboração e a implementação de políticas e estratégias de acesso à Cultura, bem como o fortalecimento de infraestruturas institucionais. As inscrições podem ser feitas (apenas em inglês ou francês) no portal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Poderão participar da seleção projetos apresentados por instituições públicas e por organizações não governamentais (ONGs) da área da cultura. Cada país poderá apresentar à Unesco até dois projetos governamentais e dois projetos de ONGs. Assim, os projetos passarão, inicialmente, por um processo de pré-seleção nacional.

No Brasil, o trabalho será feito por uma comissão integrada por representantes do Ministério da Cultura (MinC), da Comissão Nacional do Brasil para a Unesco (a cargo do Ministério das Relações Exteriores) e do Escritório da Unesco no país. O montante máximo dos pedidos de financiamento é de US$ 100 mil. Na Unesco, os projetos serão avaliados por um painel de seis especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental da Convenção.

Desde 2010, o Fundo contemplou 78 projetos de 48 países em desenvolvimento, com investimento total de cerca de US$ 5,3 milhões. Os projetos cobrem um amplo leque de atividades, que vão desde o desenvolvimento e a implementação de políticas culturais até o fortalecimento das capacidades dos empreendedores culturais e o mapeamento e criação de novos modelos econômicos para as indústrias culturais. 

O Brasil já teve dois projetos financiados, mas como o FIDC tem recebido poucas contribuições, vem reduzindo a cada ano a quantidade de projetos contemplados. Em 2015, os recursos disponíveis são suficientes para financiar sete projetos, a maioria de países africanos, que foram selecionados pelo edital de 2014.

Formulário de inscrição e informações disponíveis em:

Mais informações pelo e-mail damc@itamaraty.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Com informações da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

UNISOL BRASIL realiza uma Oficina de Elaboração do Plano de Rede em Cuiabá - Mato grosso



Aconteceu em Cuiabá - Mato Grosso a Oficina de Elaboração do Plano de Rede que foi realizada pela UNISOL BRASIL, com a participação do Sr. Alécio Mascarenhas Assessor da diretoria UNISOL Brasil e o Representante da UNISOL em Mato Grosso Sr. Geraldo Donizeti lúcio,  com o objetivos de Construir de forma participativa o planejamento da Rede, subsidiando assim o Plano de Trabalho da Rede MT. 

A Referida oficina aconteceu no dia 07 de novembro de 2014. (Sexta feira), no Auditório do MT – Criativo, na Secretaria Estadual de Cultura, no Antigo Grande Hotel, na rua Joaquim Murtinho, esquina com a Getúlio Vargas, Centro de Cuiabá e teve vários representantes das entidades envolvidas na Rede, 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da sua Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (UNISOL Brasil), que tem por objetivo: Implementar ações de apoio às Redes de Cooperação Solidária nos processos de gestão, planejamento e controle social, buscando ampliar e qualificar a estratégia de desenvolvimento territorial com foco na dinâmica do Programa Brasil Sem Miséria do Governo Federal.

Através de um produto de consultoria espera-se cumprir os requisitos do referido convênio e fornecer dados relevantes para o estabelecimento de planos de trabalho adequados entre a UNISOL Brasil e as redes. É objetivo também apoiar a formulação e consolidação de políticas públicas adequadas ao fortalecimento de empreendimentos e redes de economia solidária.

A Rede Solidária Mato Grosso está sendo criada através da aliança de 06 empreendimentos produtivos de três municípios do Território da Cidadania Baixada Cuiabana, especificamente nos municípios de Cuiabá, Poconé e Nossa Senhora do Livramento. 

Agriverde- Associação dos Agricultores e Agricultoras Afrodescendentes da Comunidade Tradicional de Capão Verde.

Associação dos Agricultores Familiares Da Comunidade De São Jeronimo Do Município De Cuiabá-MT.

Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão Da Mutuca.

Associação dos Apicultores Produtores de Mel de Mato Grosso.

Cooperativa dos Produtores Rurais Do Cinturão Verde de Cuiabá.

Associação do Núcleo de Produção Rural Mista Do Cinturão Verde de Cuiabá

A Rede terá como prioridade atuar na organização de ações colaborativas entre os empreendimentos, em busca de um melhor desempenho com resultados comerciais, capaz de fortalecer os agentes, envolvendo os aspectos de sensibilização, mobilização, motivação, inovação, capacitação e desenvolvimento da gestão, bem como o aperfeiçoamento dos processos dos fluxos de produção, aspectos essenciais para o setor da agricultura e agroindústria. 

A Rede Solidária Mato Grosso é uma iniciativa nova, não tendo ainda nenhuma relação com o Projeto Redes UNISOL Brasil/SENAES. No entanto os empreendimentos individualmente tem excelentes relações com a representação estadual da UNISOL Brasil o que permite um conhecimento prévio da realidade dos empreendimentos participantes. 

A entrada da Rede no projeto, fortalece os laços com a UNISOL Brasil ao tempo que fortalece os empreendimentos pela representatividade e relevância do projeto.

Dessa forma a Rede avalia que das ações dispostas anteriormente no Plano de Implementação das Ações é importante que este projeto favoreça os processos de consultoria e capacitação

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cultura mato-grossense

Cuiabá
DANÇA E MÚSICA
A dança e a música de Cuiabá tem influências de origem africana, portuguesa, espanhola, índigenas e chiquitana. É um conjunto muito rico de combinações que resultou no rasqueado, siriri, cururu e outros ritmos. Os instrumentos principais que dão ritmo às músicas e danças são: a viola de cocho, ganzá e mocho.

• Cururu
Música e dança típica de Mato Grosso. Do modo como é apresentado hoje é uma das mais importante expressões culturais do estado. Teve origem à época dos jesuítas, quando era executado dentro das igrejas. Mais tarde, após a vinda de outras ordens religiosas, caiu na marginalidade e ruralizou-se. É executada por dois ou mais cururueiros com viola de cocho, ganzás (kere-kechê), trovos e carreiras.

• Congo
Esta dança é um ato de devoção a São Benedito. No reinado do Congo os personagens representados são: o Rei, o Secretário de Guerra e o Príncipe. Já no reino adversário, Bamba, fica o Embaixador do Rei e doze pares de soldados. Os músicos ficam no reino de Bamba e utilizam: ganzá, viola caipiria, cavaquinho, chocalho e bumbo.

• Chorado
Dança surgida na primeira capital de Mato Grosso, Vila Bela de Santíssima Trindade, no período colonial. A dança leva esse nome, pois representa o choro dos negros escravos para seus senhores para que os perdoassem dos castigos imposto aos transgressores. O ritmo da música é afro, com marcações em palmas, mesa, banco ou tambor.

• Siriri
Dança com elementos africanos, portugueses e espanhóis. O nome indígena é referência aos cupins com asa, que voavam num ritmo parecido com a dança nas luminárias. A música é uma variação do cururu, só que com ritmo bem mais rápido. Os instrumentos utilizados são: viola de cocho, o ganzá, o adufe e o mocho. Os versos são cantigas populares, do cotidiano da região.

• Dança dos Mascarados
Dança executada durante a Cavalhada em Poconé. E uma apresentação composta apenas por homens - adultos e crianças. Tem esse nome por executarem a dança com mascaras de arame e massa. O ritmo é instrumental com o uso de saxofone, tuba, pistões pratos e tambores. O município de Poconé é o único do Brasil a realizar esse espetáculo.

• Rasqueado
Tem origem no siriri e na polca paraguaia. O nome do ritmo é referência ao rasqueado que as unhas fazem no instrumento de corda, uma forma tradicional de tocar instrumentos. Na sua essência utiliza os mesmos instrumentos que o siriri: viola de cocho, mocho, adufe e ganzá. Mas evoluiu para o uso de violões, percussão, sanfona e rabeca.

Fonte LOUREIRO, Antônio. Cultura mato-grossense. Cuiabá, 2006


LINGUAJARMato Grosso é uma terra de vários sotaques. Com influência de Gaúchos, mineiros, paulistas, portugueses, negros, índios e espanhóis, o estado não tem uma fala própria. Em lugares como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop o acento do sul fica mais evidente. É claro que o língua é porosa e a influência se faz presente, até mesmo nas comunidades mais fechadas.

No entanto, em Mato Grosso, temos o falar cuiabano, talvez o sotaque mais marcados da língua portuguesa. Com expressões próprias como “vôte” e “sem-graceira” esse falar se mistura com uma entonação diferente, como a desnasalização no final de algumas palavras. Infelizmente ele é um dos menos retratados na cultura nacional, nunca apareceu em uma novela ou filme de sucesso nacional e não possui uma identificação imediata.

Devido ao seu enorme isolamento por conta da distância e acontecimentos históricos, o linguajar guardou resquícios do português arcaico, misturou-se com o falar dos chiquitanos da bolívia e dos índios das diversas tribos do estado.

Antônio de Arruda descreveu algumas expressões idiomáticas que são verificadas num glossário do Linguajar Cuiabano:

• É mato - abundante.
• Embromador - tapeador.
• Fuxico - mexerico.
• Fuzuê - confusão, bagunça.
• Gandaia - cair na farra, adotar atitude suspeita.
• Ladino - esperto, inteligente.
• Molóide - fraco.
• Muxirum - mutirão.
• Pau-rodado - pessoa de fora que passa a residir na cidade.
• Perrengue - molóide, fraco.
• Pinchar - jogar fora.
• Quebra torto - desjejum reforçado.
• Ressabiado - desconfiado.
• Sapear - assistir do lado de fora.
• Taludo - crescido desenvolvido fisicamente.
• Trens - objetos, coisas.
• Vote! - Deus me livre

Fonte
ARRUDA, Antônio. O Linguajar Cuiabano E Outros Escritos. Cuiabá, 1998.

IMAGINÁRIO POPULAR (MITOS E LENDAS)
• Currupira
Este personagem faz parte do folclore nacional, mas tem bastante espaço no meio rural de Mato Grosso. Um garoto com os pés virados, que vaga pela mata aprontando estripulias. Em Mato grosso diz-se que ele protege os animais selvagens da caça e chama garotos que caçam passarinhos para dentro da mata – esta parte é usada pelos adultos para manter as crianças longe da mata fechada.

• O Minhocão
Este ser mítico é o Monstro do Lago Ness de Cuiabá. Relatos dos mais antigos atestam que um ser em forma de uma cobra gigante, com cerca de 20 metros de cumprimento e dois de diâmetro, morava nas profundezas do rio e atacava pescadores e banhistas. A lenda percorre toda extensão do rio e foi passada de boca a boca pelos mais velhos.

• Boitatá
O nome quer dizer “cobra de fogo” (boia = cobra / atatá = fogo). É uma cobra transparente que pega fogo como se queimasse por dentro. É um fogo azulado. Sua aparição é maior em locais como o Pantanal, onde o fenômeno de fogo fátuo é mais comum. Esse fenômeno se dá por conta da combustão espontânea de gases emanados de cadáveres e pântanos.

• Cabeça de Pacu
Se você estiver de passagem por Mato Grosso é bom ficar atento ao Pacu. De acordo com a lenda local, quem come cabeça de Pacu nunca mais saí de Mato Grosso. Se o viajante for solteiro não tardará a casar com uma moça da terra, caso for casado, vai fincar raízes e permanecer no estado.

Fonte LOUREIRO, Antônio. Cultura mato-grossense. Cuiabá, 2006

GASTRONOMIA
Apesar de ser conhecido como o celeiro do mundo, Mato Grosso tem um enorme potencial também para servir comidas de excelente qualidade. A culinária do estado tem influências da África, Portugal, Síria, Espanha e dos antigos indígenas. Com a migração dos últimos anos a culinária também agregou alguns pratos típicos de outras regiões brasileiras.

Pratos considerados bem mato-grossenses são: Maria Isabel (carne seca com arroz ) o Pacu assado com farofa de couve, a carne seca com banana-da-terra verde, farofa de banana-da-terra madura além do tradicional churrasco pantaneiro que se desenvolveu pelas longas comitivas de gado no pantanal.

O peixe é um alimento farto. Ele é comido frito, assado ou ensopado, recheado com farinha de mandioca ou servido com pedaços de mandioca. Os peixes de mais prestígio nas mesas locais são: o pacu, a piraputanga, o bagre, o dourado, o pacupeva e o pintado. Os peixes dos rios do estado, carnudos e saborosos, são uma atração turística para quem visita o estado.

Outro elemento bastante presente é o Guaraná de ralar, usado principalmente pelos mais velhos que o tomam sempre pela manhã antes de começar o dia.

Podemos destacar a variedade de doces e licores apreciados pelos mato-grossenses. Temos como os mais famosos o Furrundu (doce feito de mamão e rapadura de cana), o doce de mangaba, o doce de goiaba, o doce de caju em calda, o doce de figo, o doce de abóbora, e outros. Como aperitivo temos o licor de pequi, licor de caju, licor de mangaba, e outros.

Fonte
LOUREIRO, Antônio. Cultura mato-grossense. Cuiabá, 2006


PATRIMÔNIO HISTÓRICO
O Patrimônio Histórico de Mato Grosso vem sendo revitalizado através de várias ações em âmbito estadual. Imóveis que contam a história coletiva dos povos mato-grossenses, como igrejas e museus, são alvos de projetos de recuperação em várias cidades como Vila Bela de Santíssima Trindade, Diamantino, Rosário Oeste, Cáceres e Poxoréu.

Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho

A igreja dedicada à Nossa Senhora foi uma das primeiras a serem levantadas em Cuiabá, ainda no século XVIII. A construção atual, entretanto, data de 1918, iniciada durante a presidência de Dom Francisco de Aquino Correia, que também era arcebispo de Cuiabá na época. Tombada estadualmente em 1977, a Igreja foi reinaugurada em 2004 após passar por um amplo processo de recuperação feito em parceria pelos governos estadual e federal.

Palácio da Instrução

Belíssima construção em pedra canga, localizada na região central de Cuiabá, ao lado da Catedral Metropolitana. Inaugurado em 1914, é hoje a sede da Secretaria Estadual de Cultura, do Museu de História Natural e Antropologia e da Biblioteca Pública.

O Palácio da Instrução foi reinaugurado no dia 06 de dezembro de 2004. O projeto foi considerado a maior obra de recuperação feita até hoje no Estado.

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

A igreja é um dos marcos de fundação da cidade de Cuiabá, tendo sido construída em arquitetura de terra em torno de 1730, próximo às águas do córrego da Prainha, em cujas águas Miguel Sutil descobriu as minas de ouro que impulsionariam a colonização da região.

Igreja Senhor dos Passos 
Instalada há 214 anos num cantinho discreto do Centro Histórico – no movimentado cruzamento das ruas 7 de setembro e Voluntários da Pátria -, a Igreja do Nosso Senhor dos Passos guarda muitas histórias e lendas, que se confundem, e revelam aspectos do folclore, das crendices e do espírito religioso da Cuiabá antiga.

Museu Histórico de Mato Grosso

O prédio do antigo Thesouro do Estado foi recuperado e entregue em novembro de 2006. Atualmente, abriga o Museu Histórico de Mato Grosso. O acervo do Museu contém documentos, maquetes e registros que vão desde os tempos pré-históricos de ocupação do território, passando pelos períodos colonial e imperial do Estado até chegar à Política Contemporânea.

Antiga Residência Oficial dos Governadores de Mato Grosso 
A Residência Oficial dos Governadores de Mato Grosso foi construída entre os anos de 1939 e 1941, no Governo do Interventor Júlio Müller. Getúlio Vargas, que ocupava o Palácio do Catete no Rio de Janeiro à época, foi o primeiro presidente brasileiro a visitar o Estado e, também, o primeiro hóspede ilustre da casa.
Durante 45 anos a residência abrigou 14 dirigentes do Estado de Mato Grosso e seus familiares. Foi palco de grandes decisões políticas e governamentais, sendo desativada como residência oficial em 1986. A última reforma/restauro, em 2000, devolveu a residência suas características do projeto original.

Fonte: Secretaria de Cultura de Mato Grosso

ARTESANATOO artesanato mato-grossense reflete o modo de vida do artesão. Em cada obra, vemos representado o dia-a-dia e os costumes da sociedade. Verdadeiras obras de arte enriquecem a cultura mato-grossense e transformam o cotidiano num encanto de belezas. São objetos de barro, madeira, fibra vegetal, linhas de algodão e sementes.

Dentro do artesanato mato-grossense a cerâmica é a que mais se destaca pelas suas formas e perfeições. Feita de barro cozido em forno próprio, ela é muito utilizada para a fabricação de utensílios domésticos e objetos de ornamentação. Na divulgação da arte, cultura e tradição mato-grossense, a tecelagem também detém grande representatividade, principalmente pela beleza das cores refletidas nas redes tingidas e bordadas, uma a uma, pelas mãos das redeiras. A mistura de cores forma lindas imagens, que vão desde araras e onças até belas flores nativas.

Indígena 
A cultura mato-grossense sofre forte influência dos indígenas, através de seus costumes e tradições. O artesanato é forte e expressivo, representando o modo de vida de cada tribo. Eles preservam a arte de confeccionar cocar, colares, brincos e pulseiras, utilizando-se das matérias-primas oriundas da natureza, como sementes, penas e pigmentos.

Fonte: Mato Grosso e seus Municípios

FOLCLORE
CAVALHADA A Cavalhada é uma das mais ricas manifestações da cultura popular da cidade de Poconé, que rende homenagem a São Benedito. Uma festa organizada por famílias tradicionais da região, carrega o Pantanal para uma longínqua Idade Média. Trata-se de uma disputa entre mouros e cristãos. Nesta luta são utilizados dezenas de cavalos e cavaleiros que têm por objetivo salvar uma princesa presa em uma torre permanentemente vigiada. Em dia de Cavalhada, a cidade de Poconé amanhece azul e vermelha, as cores que representam os cristãos e os mouros, um exemplo puro de cultura e paixão por suas raízes.

DANÇA DOS MASCARADOS Típica do município de Poconé, é uma mistura de contradança européia, danças indígenas e ritmos negros. A maior peculiaridade desta dança é o fato de participarem apenas homens, aos pares, metade dos quais vestidos de mulher, com máscaras e roupas coloridas onde predominam o vermelho e o amarelo. A Dança dos Mascarados não encontra semelhanças com nenhuma outra manifestação no Brasil e sua origem ainda é um mistério, porém a origem pode estar ligada aos índios que habitavam a região.

FESTA DE SÃO BENEDITO Geralmente realizada entre a última semana de junho e a primeira de julho, movimenta milhares de fiéis, em procissão com bandeiras e mastros tão criativos quanto singelos. Ao final da procissão é levantado o mastro em homenagem ao santo. Dias antes do festejo há um ritual no qual os festeiros percorrem as ruas da cidade levando a bandeira do santo de casa em casa e recebendo donativos.Durante os dias de festa há fartura de comida e diversas iguarias, com distribuição de alimentos.

DANÇA DO CHORADO Dança afro, da região de Vila Bela da Santíssima Trindade, surgiu no período colonial, quando escravos fugitivos e transgressores eram aprisionados e castigados pelos Senhores e seus entes solicitavam o perdão dançando o Chorado. Com o passar do tempo a dança foi introduzida nos últimos dias da Festa de São Benedito, pela mulheres que trabalhavam na cozinha. Com coreografia bem diferente da demais danças típicas, são equilibradas garrafas na cabeça das dançarinas que cantam e dançam um tema próprio. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ROTEIRO DE TURISMO CULTURAL EM VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE - MATO GROSSO


TURISMO CULTURAL EM VILA BELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE - MATO GROSSO


Júlio Rocha



Ruínas da Igreja Matriz
Vila Bela da Santíssima Trindade foi a primeira capital de Mato Grosso, ainda no período colonial, isto, por si só, já representa importante fator de visitação ao lugar. EmVila Bela a natureza é pródiga, pois essa região é caracterizada por apresentar uma espécie de ecótono florestal de Mato Grosso, possuindo amostras de mata amazônica, cerrado e pantanal. Ou seja, os três ecossistemas que o Estado possui em um só município.
Foi a partir da descoberta da região de Vila Bela que os irmãos bandeirantes Paes de Barros, após palmilharem campos e cerrados, se depararam com a exuberante mata do Guaporé, cujo contraste com a paisagem anteriormente observada sugeriu o termo Mato Grosso, que ficou perpetuado.
Vila Bela foi criada com pretensões régias de guarnecer a zona fronteiriça, sendo tradicionalmente habitada por famílias de origem africana, que muito se orgulham de suas raízes cultivando suas tradições e cultura através de séculos. Prova disso são as festas populares como a de São Benedito, onde durante sua celebração são exibidas as danças do Congo e do Chorado.


Júlio Rocha

Dança do Congo
Quem visita hoje a cidade se depara com as ruínas na Igreja Matriz, cuja obra foi iniciada em 1793. Situada na praça central da cidade, as ruínas chamam a atenção pela imponência, apesar dos mais de 200 anos de existência. As paredes de adobe possuem mais de um metro de largura e seis de altura. Protegido da ação do tempo desde 2006, o patrimônio é a maior atração turística de Vila Bela.

Mas além das ruínas, o município tem muito a oferecer como a beleza do Rio Guaporé. Em meio a vegetação exuberante o rio corre lento, com seus aguapés. Com sorte, o visitante pode até avistar um boto cor-de-rosa. Há ainda o Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco, com suas incontáveis cachoeiras, entre elas a Jatobá – conhecida como a maior de Mato Grosso, com 218 m.


Júlio Rocha


Dança do Chorado

FONTE - http://www.mteseusmunicipios.com.br/NG/conteudo.php?sid=314&cid=2176